terça-feira, 18 de agosto de 2015

Um ode às crises

Estava eu em meio a uma das minhas crises existenciais, achando que a vida de nada valia, qual a razão do Universo e tudo o mais. Comecei a questionar qual era o MEU valor, afinal, a gente gosta de se chicotear as vezes.
                                             
Eu vivo em uma insatisfação profissional (quem não?). Não consigo conceber o fato de que passamos mais horas trabalhando do que fazendo qualquer outra coisa. Por sinal, até esquecemos de viver, quando surge aquele tempo livre, ficamos meio perdidos, sem saber o que fazer. E como se isso não bastasse, vez ou outra vem aquela semana do cão com clientes insatisfeitos, te olhando como se você não passasse de um peão criado para satisfazer todas as suas vontades.
Em meus 24 anos, tenho meu próprio atelier onde crio minhas fantasias (e fantasias para crianças). Isso não parece pouco. Em meus 24 anos posso citar as coisas extraordinárias que já fiz. Por exemplo, aquele dia legal em que comi pizza com o Sepultura. Ou aquele dia que estive presente em uma entrevista coletiva com o Wagner Moura e a Alice Braga, na estreia de Elysium. Ou então quando fui ver a exposição de Yoshitaka Amano e dar um oi para o Nabuhiro Watsuki (autor de Samurai X). Eu fiz um breve curso de maquiagem com Rodrigo Aragão (Mangue Negro, entre outros), e neste curso eu aprendi a fazer sangue com groselha e chocolate em pó. E aprendi também que tinta aquarela faz milagre. É incrível ver a simplicidade por trás da arte. É incrível perceber que estas pessoas, tão idolatradas e idealizadas por nós, não passam de seres humanos. Quem diria?

Parece de outro mundo escrever tudo isso, afinal, nada disso tem a ver diretamente com a minha profissão, e eu mesma tinha pouco interesse em cada um deles, foram apenas oportunidades que apareceram e eu peguei. Tenho certeza que nenhum deles se lembrará de mim, eu era só mais um figurante no meio de tanta gente, mas eu me lembrarei deles, e, sabe, no final das contas, a gente vê, ri e come com essas pessoas e percebe como eles são simples, como nós mesmos.

O que me admirou em cada um foi a força que tiveram para se impor e quebrar barreiras. Existe uma fibra ali, inquebrável. Provavelmente já passaram pela mesma situação que eu, sentados à mesa, ao lado de uma pilha de trabalho a ser feito, e se perguntando “Por que mesmo estou fazendo tudo isso?” Quando vi o documentário de Miyazaki (The Kingdom of Dreams and Madness) eu tive a certeza que muitos deles ainda fazem isso. Se questionam, todos os dias, insatisfeitos com o que vêem. E então se levantam no dia seguinte, dispostos a fazer algo melhor, algo novo. É isso que os faz gênios. Não é o não cair, é o levantar, sacodir a poeira e começar de novo. Ou manter o velho. Por que é preciso sempre recomeçar? Por que é preciso sempre agradar aos outros, vender a sua essência para garantir a aprovação do outro? Acho que a resposta para isso é : Não é preciso.  E digo mais, para criar o novo e romper barreiras, a aprovação do outro é quase uma seta contrária ao seu caminho.

Me preocupa ter crises existenciais por conta da minha profissão, da minha carreira. Eu não deveria ser o que eu trabalho, mas acho que é isso o que acontece quando escolhemos nossa paixão como o ganha pão (rima não intencional, risos).
E sim, eu estou me comparando a todos os grandes acima citados, porque sim. Porque a gente tem que parar de viver numa sociedade onde o certo é se colocar para baixo e jogar terra em cima de si.


Mais uma interrupção abrupta de pensamento aqui, mas eu vou pegando o jeito dessa coisa de escrever.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

The Fly e como eu tenho medo de acordar e virar uma mosca

Por todos os meus 23 anos, meus pais falaram do filme “ A Mosca” (The Fly - a remake de 1986, e não o original de 1958) , em uma vibe nostálgica da juventude rebelde em que entravam escondido no cinema para ver um filme claramente forte demais para crianças adolescentes. Como uma boa filha que sou, apesar de ser aficcionada por filmes de terror, este foi postergado até...enfim. Mês passado. E que surpresa eu tive.
A premissa é simples: Cientista maluco desenvolve máquina de teletransporte, porém, em meio as primeiras experiências, uma mosca entra na cabine com ele, reestruturando o seu DNA e gerando uma metamorfose à la Franz Kafka. Creepy, huh?
Pois bem, como se a sinopse já não fosse, no mínimo curiosa, a produção é exemplar. Ganhou  seus prêmios por efeitos especiais ( Oscar, Saturn Award), justíssimos, contribuindo aí no meu arrependimento de ter assistido ao filme na hora do jantar. A repulsa é muito bem transmitida ao telespectador ao retratar as mudanças físicas no corpo de um homem (sendo este, Jeff Goldblum, nosso colega de Jurassic Park) necessárias para transformá-lo em uma mosca. É um roteiro ousado quando se pensa que humanos e insetos são filos completamente diferentes. Respiramos, sentimos, comemos de formas diferentes. Como se dá essa mudança? O que mudaria primeiro? É possível estar consciente diante de tal transformação?
Como uma boa ficção, o filme segue toda esta linha de raciocínio. Tirando, obviamente, que isto não seria provável, ele cria um ambiente totalmente possível, que é o que esperamos quando assistimos filmes sobre mutações genéticas. Nós não queremos o ridículo. Não queremos um *POOF* fumacinha, e pronto, Jeff Goldblum ganha um cabeção de mosca. Nós queremos acreditar, nós queremos saber que pode ser real. E quando esse objetivo é alcançado, as coisas ficam assustadoras, e então o que era apenas ficção científica vira puro Terror. Porque uma coisa é você ser um ser pensante, alguém com capacidades cognitivas, e de repente não ser mais. Não há sofrimento, afinal, você não sabe mais o que é sofrimento. Você não sabe quem você foi e o que você sofreu. Você não conhece o amor, a felicidade, as pessoas. Tudo o que você sabe agora é fazer zumzum e comer lixo. A não ser pelo fato de que você é uma mosca de um metro e oitenta, está tudo bem com a sua vida.

[TODOS OS SPOILERS DO UNIVERSO]


Só que não é isso que acontece. O que acontece é que um dia cerdas começam a crescer nas suas costas. E no dia seguinte, você vomita ácido num cara qualquer em um bar. Seu temperamento começa a mudar, e seus dentes cair. Aliás, suas orelhas, nariz e dedos começam a cair (você é uma mosca, lembra? Não precisa mais de nada disso). Como o belo cientista maluco que você é, você guarda seus membros decepados em vidros no seu banheiro, como um ato desesperado de pertencer. Esta é a pior parte. A cada dia mais, você pertence menos; Como ser humano, como ser pensante, lógico e racional, você vai desaparecendo, vendo a sua vida desaparecer, seu legado (cientista maluco megalomaníaco, mas ainda assim, um ser humano como todos nós, certo?). Você tem tempo suficiente para pensar como tudo poderia ter sido diferente, como você poderia não ter entrado na câmara, como uma simples mosca, uma mosquinha... Se ao menos você tivesse escutado sua namorada e parado tudo aquilo. Ah sim, você tem (tinha) uma namorada. Que por sinal, está carregando um filho seu. Talvez um filho larvinha, talvez um filho normal (hey, é preciso um segundo filme, não é mesmo? Estamos falando dos anos 80 aqui!). Em seu último ato de consciência, você implora para que ela matenha o filho, mantenha esse último pedaço de dna seu, esse último pedaço HUMANO seu. E ela nega.


Na minha opinião, isso sim é assustador. Claro, bater portas e fantasmas aparecerem em corredores é bem assustador, só que perde ponto porque nos pega pelas costas, desprevinidos, agindo puramente com nossos instintos. Quando o coração desacelera e vemos que está tudo bem, então está tudo bem. Agora, quando um filme se encerra, mas ele continua na sua cabeça, como uma possibilidade, probabilidade, algo que nos deixa completamente desarmados e nos faz sentir tão...frágeis... Não adianta fechar os olhos, né?

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Como Short Term 12 fala sobre depressão

Quando você está em crise, a crise é tudo que você é. Mas quando você está fora dela, você começa a perceber como ela é só uma parte de você.

A depressão é uma vadia. Você pode tentar descrevê-la com palavras como “doença”, “trauma” ou até mesmo “frescura” se for um(a) babaca, mas não tem definição melhor do que “uma puta de uma vadia”.

Tá, tá, eu sei, machismo falar assim. Herança cultura de um período de reprimenda do comportamento sexual feminino e nós estamos numa outra época, onde elas estão se libertando das amarras dessa repressão #GoGirls!

Porém, começar o texto com a frase “a depressão suga lentamente sua alma e vai roubar tudo de mais precioso que você tiver cultivado durante sua existência na Terra” não tem o mesmo charme apelativo que “a depressão é uma vadia”. É uma frase que funciona muito melhor aqui, no quarto parágrafo.

Bem, explicações a parte, a depressão tem essa coisa de estar sempre presente na sua vida, mas ao mesmo tempo ser episódica. Aliás, existe uma palavra “episódica”? Se não existe, acabei de inventar. Já está aí a minha contribuição com a humanidade: a invenção da palavra episódica. Nem todo mundo pode teorizar a gravidade ou compor as principais modas do cantaneiro popular sertanejo.

Eu assistir Short Term 12 e muitos filmes já tentaram falar sobre depressão e crises, mas ninguém conseguiu como Short Term 12 consegue. 

Não que seja o melhor a falar sobre, mas é definitivamente a melhor representação visual de uma crise depressiva que eu já vi no cinema – e, sério, eu vejo muito cinema, vi todos os filmes do Batman e também vejo filmes antigos tipo O Máscara. Até já vi uns em preto e branco, mas não gostei muito porque ninguém falava nada kkkkkk.

Se você tem um filho, amigo, pai, namorado(a) ou alguém na sua vida que tem depressão e que às vezes age “estranho” por dias, você precisa assistir esse filme pra entender. Ou não, porque não acho que dê pra você entender.

É difícil você saber o que precisa saber sem ter vivido, não acho que dá pra explicar pra quem nunca passou por isso. É complicado mostrar como que é, sem me abrir muito e dar um tiro no pé. Quando se tem uma crise, você precisa ter fé: em você, em Deus, no que você quiser. Fé de que a crise não é tudo que você é. Quando a crise chega, sua cabeça é como uma ilha. Nada paradisíaca, a idéia aqui é pensar numa armadilha. Você está lá, cercado por um mar violento e quando olha para trás, o que encontra é um lobo sedento. E você sabe quando o lobo vem pra cima e começa a rugir, não adianta fingir que você consegue impedir, não tem pra onde fugir. Ela quer sangue, quer te fazer mal, a crise sempre ataca como um feroz animal.

Mas dessa vez não, vadia, eu sou mais forte que você.

domingo, 5 de abril de 2015

Dr. StrangeLove ou: Como eu parei de me preocupar e amar o Drama/Romance

Acho que seria bom começar o texto explicando que não me considero cinéfila, muito menos uma escritora engajada. Tudo o que eu tenho é um computador, uma cabeça com memória interna de alguns Tera  e a ideia de chegar em algum lugar.
Eu tenho uma paixão enorme pelos filhos maltratados e remelentos do Cinema, os filmes de Terror. Eu não vi Atividade Paranormal 5, e tenho opiniões muito particulares sobre esse tipo de filme, acho que susto de bater porta não é lá um esforço muito grande para ser digno de nota, mas vi Amityville 1992: It's About Time quando eu tinha 10 anos em VHS, e The Blob de 1988, Triangle em 2009, e tantos outros filmes um pouco menos ‘ruins’. Passar tantos anos nesta redoma de medos contribuiu o suficiente na formação da minha credibilidade na vida, e quem disser que filmes não nos influenciam, bem, não assiste filmes o suficiente. O fato é que as crias dos anos 90 são seres mágicos que tiveram como base de vida muita literatura boa (Harry Potter, Artemis Fowl, Desventuras em Série) que incentivava a criatividade, a sensibilidade e imaginação; muita música boa (Legião Urbana, Titãs, Paralamas, que vamos combinar, são clássicos dos 80 que nos seguiram até a década seguinte) que incentivaram a crítica e o ‘estar tudo bem sentir e expressar as emoções; e muito cinema bom (ah, uma época de experimentos, efeitos especiais ganhando força, narrativas novas e trajetos mais ousados!).
Não há nada que criticar sobre isso, claro. Cada qual que ache que sua década foi melhor que a dos outros, o mundo gira assim e eu me desenvolvo e evoluo com meu filho, eu me desenvolvo e evoluo com meu pai, já dizia o - futuro mestre, a cada ano que passa mais perto de se tornar um filósofo em nossas memórias- Marcelo D2. Exceto, claro, se você foi uma criança espertinha como eu, que tinha ao seu alcance todo tipo de filme e literatura de terror possível para a época. Neste caso, ter sua imaginação e criatividade estimulados diariamente poderia se tornar um problema para o futuro. E foi mais ou menos o que aconteceu.

O gênero de romance foi fraco nos anos 90. Ou talvez tivesse uma pegada diferente. De qualquer forma, foi muito estigmatizado, ironicamente, mais do que o próprio terror. A comédia romântica então, nem se fala. Sandra Bullock, Julia Roberts, e então Drew Barrymore, Adam Sandler, Jennifer Aniston, Matthew Mcconaughey urgh. Os anos 2000 foram terríveis para o romance. Garota encontra garoto, eles se gostam, rola mentiras, rola alguma situação em que ambos brigam, um deles faz um sacrifício de amor, eles saem correndo na chuva, ou até o aeroporto just-in-time de impedir o vôo que levaria o amor da sua vida embora, beijo, piada final, ambos riem, a câmera se distancia até que o casal fiquei bem pequenininho e créditos. Crianças dos anos 90 cresceram lendo que a amizade e a coragem pessoal levam ao sucesso e vitória, e chegaram à adolescência nos anos 2000 aprendendo que os romances tem suas mentiras e trapaças mas que se no final você correr na chuva e fizer um sacrifício, algo que mostre seu profundo arrependimento, tudo vai ficar ok. E então foi criada toda uma geração de relacionamentos meio-mais-ou-menos e superficiais, entre pessoas que no fundo são extremamente solitárias, pois acreditaram que é assim que tem que ser. O que poderia dar errado?
Flashforward vinte anos e estamos em 2010 e tralalá. Já se passou a era do terror psicopata, Pânico, Jason e Freddy Krueger estão em suas devidas continuações e remakes, os filmes em primeira pessoa estão em alta (found footage, agora um gênero) e aquela que vos escreve já está também bem avançada em sua idade. Ok, não tão avançada assim. Lembrem-se, esta é uma história pessoal, e aqui chegamos em seu ponto crucial. Ainda não estão dormindo?
Para quem é *levemente* viciado em um gênero, cada filme que passa se torna mais difícil de surpreender. Com o terror não é diferente. Existe a linha de narrativa, existe o timing de sustos, medos, existe a trilha sonora que dá a dica do que está por vir, existem todos os finais já pré-concebidos e esperados pela sua imaginação. Uma forma de tentar mudar isso foi deixar o vilão viver. Mocinhos comemoram, susto final: monstro/alien/psicopata/fantasma está vivo e abocanha/ataca/mata/assusta sua última vítima. Mais moderno ainda, o mocinho ser o vilão, traição, um erro seu do começo do filme que vai condenar a todos no final. Ainda assim, estamos acostumados, quase que treinados a que nada dê certo. As vezes o vilão é forte demais. É criada uma zona de conforto em que tá tudo bem assistir o filme de terror, não precisa ter medo, é só um filme.
E então se passam dois anos, e lá estou em em 2014, em meio a conversas com o Leandro, ele vem e me fala sobre um tal de ‘A culpa é das estrelas’. Na hora, veio um alerta no meu cérebro sobre um livro tosco de adolescentes sobre romancinho e outros ‘inhos’ pejorativos. Ele me pediu para dar uma chance, e eu dei. Ainda insegura, gostei muito do livro. Gostei do conceito de amor, da construção de um indivíduo e sobre como alguns infinitos são maiores que outros. Ao repassar o feedback, ele me diz que eu deveria assistir “Her”. EPA. Filme romântico, não! Que é isso, agora, tá pensando que eu sou...sensível?
E aí caiu a ficha. Eu tinha pavor de filme romântico. Uma marmanjinha de 23 anos que sabia soletrar Nyarlathotep mas teve que pesquisar no google Mcconaughey estava com medo de sentimentos. Pois na minha solidão dessa jornada dos filmes de terror, esqueci que o resto do mundo também girava. E que nosso amigo Matthew tinha inclusive sido indicado e vencedor de Oscar em Dallas Buyers Club, enquanto eu ainda estava revoltada com “Como Perder um Homem em 10 dias”
Se tivesse sido outra pessoa, eu teria ignorado. Veja bem, o Leandro é filho dos anos 90 como eu. Lemos Harry Potter e ouvimos Legião Urbana juntos sem saber. Mas de alguma forma – e ainda bem! – fomos nos moldando iguais mas diferentes. E isso me instigou a buscar o que eu perdi. Pesquisei alguns filmes românticos que não fossem muito ‘bobinhos’ e lá fui eu na minha maratona. Primeiro algo mais light, Flipped, de Rob Reiner. O filme estava bem legal, super fofo, e eu com medo porque tinha certeza que algo ia dar errado no final. Por quê? Oras, porque sempre dá, a vida é assim. Não deu, e minha sobrancelha arqueou. Fui para Ruby Sparks, e ela me arrancou muito mais lágrimas do que eu poderia imaginar. Ainda assim.... deu tudo certo no final? Short Term 12. Rios foram despejados, e sorrisos também, e os problemas chegaram, os problemas se foram, e uma ligação mais forte foi criada entre as personagens principais.
Era Hora do Boss. Chamei minha mãe (literalmente) e fui assistir Her. É algo muito próximo da perfeição. Foi o que encaixou a peça final para mim. O romance, assim como o terror, mudou. As crianças que foram criadas na solidão de dentro de si, hoje expõe ao mundo filmes sobre o crescimento pessoal e como isso nos ajuda a construir um relacionamento forte. Estávamos errados, como todas as outras gerações estão. Quem nunca ouviu a frase ‘amores vem e vão, mas a amizade é para sempre’? Quantos relacionamentos foram desprezados porque não nos dedicamos o suficiente a eles? Simplesmente porque aprendemos que era preciso consquistar algo sozinhos, que só assim teríamos valor. E crescemos vendo filmes de terror, e crescemos chacoteando romance, zombando de sentimentos, cada vez mais assustados com a ideia de confiar em alguém que não tem nenhuma obrigação parental de permanecer ao nosso lado.
Hoje eu assisto o Terror, e assisto o Romance também. E o Drama. Eles não me assustam mais. Hoje eu acredito sim que alguns infinitos são maiores que outros, faz completo sentido para mim. Nada se compara ao fantástico mundo do horror, que ainda vai dar muito pano pra manga nos próximos textos. O que é ótimo, porque tenho um parceiro que vai me ouvir e rebater e acrescentar muito para a minha vida.

É, eu não sou cinéfila, muito menos uma escritora engajada. Tenho sérios problemas de dar voltas demais. Mas isso pode ser uma coisa boa... Expor um cantinho que talvez ninguém tenha visto?